2017

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sábado, 29 de dezembro de 2012

WANDERLEY CARDOSO - QUANDO O AMOR SE TRANSFORMA EM POESIA - 1969


No Movimento Jovem Guarda, excluindo Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia, um dos cantores que mais fez sucesso, juntamente com Jerry Adriani, foi o cantor Wanderley Cardoso, que marcou época pela voz romântica e melódica que interpretava as canções.

Wanderley Conti Cardoso nasceu em São Paulo, no bairro do Belenzinho, no dia 10/03/1945. Quando garoto, sua mãe costumava levá-lo aos programas e vivia sempre grudado em um rádio. Iniciou sua carreira aos 13 anos de idade, participando de programas de concursos musicais, tendo ganho vários prêmios. Destacou-se com a regravação em 78 rpm da música Canção do Jornaleiro, de Heitor dos Prazeres, que na época já era antiga, com mais de 40 anos.

Com a mudança de voz, ficou parado até os 18 anos, retornando com o conjunto “Os Sombras”, que realizava bailes na região de Pirituba, em São Paulo e cantava canções de Elvis Presley e Paul Anka. Em seguida resolveu investir com intensidade na carreira. O seu primeiro sucesso ocorreu em 1965, com a música Preste Atenção. A partir disso, foi um sucesso atrás do outro, com as músicas Abraça-me Forte, O Bom Rapaz, Promessa (canção de Roberto e Erasmo Carlos feita especialmente para ele cantar), tornando-o um dos ídolos da Jovem Guarda, ganhando o apelido de “O Bom Rapaz”, título do seu grande sucesso de 1967, que vendeu mais de 5 milhões de cópias.

Foi apresentador de rádio e televisão e participou como um dos integrantes do programa de TV, “Os Adoráveis Trapalhões”, apresentado na extinta TV Excelsior, ao lado de Renato Aragão, Ted Boy Marino e Ivon Curi. Além do programa, aparece em cenas no filme de Renato Aragão, “Na Onda do Iê-Iê-Iê”, lançado em 1966, com destaque para a música Promessa.

Depois da Jovem Guarda e dos Adoráveis Trapalhões, em 1970, foi contratado por Silvio Santos, juntamente com Paulo Sérgio e Antonio Marcos para se apresentar semanalmente no quadro “Os Galãs Cantam e Dançam na TV”, que trazia além dos três contratados fixos, vários outros cantores convidados.

No cinema, protagonizou vários filmes e participou em algumas peças de teatro e telenovelas. O filme mais famoso foi “O Pobre Príncipe Encantado”, onde era o personagem principal do filme e contava com a participação do ator Flavio Migliaccio e da cantora Vanusa, que posteriormente manteve romance com o cantor.

Um dos fatos lamentáveis da sua carreira foi o ato de violência que ocorreu no início dos anos 70, onde foi barbaramente espancado por nove rapazes “playboys” (ricos, fazendeiros e industrias locais), na cidade de Uberaba, onde realizaria um show. Os fatos não foram devidamente apurados, devido ao poder dos envolvidos.

Ao longo de sua carreira, gravou mais de 900 canções e vendeu cerca de 16 milhões de cópias dos seus mais de 100 discos (Long Playings - Lp, Compactos Simples e Duplos, Fitas Cassete e Compact Disc – Cd).

Após o período da Jovem Guarda, sofreu com o declínio do sucesso, passando por depressão, auxiliado pelo consumo de bebidas até o fundo do poço com a tentativa de suicídio. Atualmente mora no Rio de Janeiro, na Ilha do Governador. É evangélico e continua cantando seus sucessos, do tempo da Jovem Guarda e as novas canções “gospel”.

Em 2003, já no cenário cristão foi premiado com o troféu Talento, na categoria Revelação Masculina. Seu último grande trabalho ocorreu em 2005, com a gravação do Cd/Dvd “Wanderley Cardoso ao Vivo: 40 anos de sucesso do bom rapaz”, gravado no dia 05/10/2005, no Canecão – RJ, tendo a participação de amigos. Recentemente, no dia 22/11/2012, aos 67 anos esteve hospitalizado, com suspeita de um infarto, mas no dia 26/11 já obteve alta e está sob controle médico.

Para homenagear esse grande personagem da Jovem Guarda, compartilhamos o álbum lançado em 1969, pela gravadora Copacabana Discos. Os destaques desse disco são as músicas Quando o Amor se Transforma em Poesia (sucesso italiano do Festival de San Remo), Canto de Esquecer Adeus (versão do sucesso Yesterday When I Was Young, de Charles Aznavour) Chove a Natureza Chora, Deve Existir Alguém e Traços de Amor (versão do sucesso Traces da banda Classics IV). Considero a interpretação da música Quando O Amor Se Transforma em Poesia melhor do que a versão original italiana. As músicas do disco são:

1. Quando o amor se transforma em poesia; 
2. Luzes da avenida; 
3. Canto de esquecer adeus (Yesterday when I was young); 
4. Chove a natureza chora; 
5. Deve Existir Alguém; 
6. Traços de Amor (Traces); 
7. Sim...é melhor; 
8. Se eu pudesse dizer o que sinto; 
9. Nem uma vida inteira; 
10. Se ela voltar; 
11. Hey, tu; 12. Deixa-me chorar.









PLAYER COMPACT DISC PHILIPS - 1985

Todo final de ano costumo realizar uma limpeza em armários, biblioteca, arquivos de computadores e outros. Na limpeza deste ano me deparei com o "folder" do meu primeiro equipamento de tocar Compact Disc - CD, da marca Philips, ano 1984. Esse equipamento foi lançado em 1983 e foi com grande entusiasmo que ele chegou no mercado. Na época considerava-se que esta nova tecnologia viria a revolucionar o mercado de audio.
Os grandes atributos dessa tecnologia eram a qualidade de audio, a mobilidade dos discos e a durabilidade. Muitos audiófilos substituiram toda a sua coleção de Vinyl pelos novos discos que foram sendo colocados no mercado. Eu mesmo fui um deles.
Entretanto, não sou da categoria de pessoas que odeiam os CDs. Pelo contrário, eu acredito que as tecnologias se convergem e podem conviver harmoniosamente. Cada um tem os seus prós e contras. Isso ocorreu com a chegada do Long Playing de 12" que eram de acetato em substituição dos discos de baquelite, do 45rpm para 33rpm, do monofônico para o estereofônico, do surgimento das Fitas Cassete - K7 com a possibilidade de gravar e desgravar, do LP para o Compact Disc, dos CDs para o Mp3.
Eu mantenho e curto todas as opções de tecnologias e ainda incluo o Mini Disc - MD, sistema lançado pela Sony, que veio substituir o K7 e não pegou pelo seu alto custo e a melhora da banda larga da internet, com o Mp3.
Para recordar e apresentar para aqueles que nunca viram os primeiros equipamentos tocadores de Cds e diga-se de passagem eram muito caros no início, segue as ilustrações do meu primeiro equipamento Player de Cds, da Philips.






terça-feira, 25 de dezembro de 2012

JOSÉ RICARDO - LEMBRA DE MIM - 1966

Nesta semana do natal aproveitei para ouvir e digitalizar dois álbuns e compactos do cantor José Ricardo.  O primeiro deles já foi compartilhado na postagem do dia 24/12/2013 e agora aproveito para apresentar mais um raro álbum. Neste caso em particular, trata-se do segundo disco, lançado em 1966, também pela gravadora RCA Victor.

Destaco as músicas Eu Te Amo, Você Nunca Poderá Partir e O Homem Que Não Sabia Amar. Apesar das limitações de qualidade desse álbum, mesmo assim vale a pena resgatá-lo. As músicas do disco são:

1. Lembra de mim; 
2. Por que foi?; 
3. Além do adeus; 
4. Minha amargura; 
5. Dá-me; 
6. Eu te amo; 
7. Tudo que eu quero; 
8. Você nunca poderá partir; 
9. Pelo bem maior; 
10. Canção para nem chorar; 
11. Eterna paixão;  e 
12. O Homem que não sabia amar.



















Links:




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

JOSÉ RICARDO - EU QUE AMO SOMENTE A TI - 1965

Um cantor integrante do movimento Jovem Guarda que acabou não tendo tanto destaque pelas mídias foi o José Ricardo (José Alves Tobias). Ele nasceu no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, no dia 06/03/1939 e faleceu em 11/05/1999. Acabou se destacando mais pela sua bondade, por ocasião de ajuda aos velhos artistas.

Iniciou sua carreira artística ainda garoto, apresentando-se no programa “Ritmos da Polícia Militar”, na Rádio Guanabara. Sua avó materna, italiana, estimulava-o em sua vocação. Posteriormente, se apresentou em programas de calouros de Isaac Zaltman, na Rádio Mauá. Começou a cantar oficialmente na Rádio Guanabara e na sequência em outras emissoras de rádio.

Sua primeira gravação ocorreu em setembro de 1963, em um teste na gravadora RCA Victor, onde cantou um sucesso de Altemar Dutra, Tudo de Mim. Nesse mesmo ano recebeu da Revista do Rádio o prêmio de “Revelação do Ano”. Já contratado pela gravadora RCA Victor, gravou um compacto simples com a música Eu Que Amo Somente a Ti, versão de Aldacir Louro para a canção italiana de Sérgio Endrigo, Io Che Amo Solo Te. A gravação foi hit imediato em programas de rádio, como a “Grande Parada pastilhas Valda”, apresentado por César de Alencar, na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro.

Em 16/02/1965, foi lançado o disco Long Playing – LP “Eu Que Amo Somente a Ti”. Também participou de disco “Rio de Janeiro 400 Anos”, interpretando Terra Carioca e Rio de Janeiro. Com o sucesso, participou de inúmeros programas no rádio e televisão, apresentando-se por todo o país.

Na década de 1960, o programa “Encontro Com os Brotos”, apresentado por José Messias, na Rádio Guanabara, permitiu-lhe ser um dos precursores do Movimento Jovem Guarda que, na mesma época, a partir do programa de TV, começava a estoura em São Paulo.

Seu nome foi eternizado na música Festa de Arromba, de Erasmo Carlos e a carreira seguiu em frente. Realizou centenas de gravações em mais de 60 Compactos Simples e Suplos, Long Playings – Lps, Coletâneas e regravações. Infelizmente, gravou muito pouco na era dos Compact Disc – CD.

José Ricardo, de voz possante e suave, não limitou-se a repertório romântico da Jovem Guarda, realizando diversas gravações em outros estilos e principalmente para o Carnaval. Realizou várias temporadas no exterior. Gravou disco em espanhol e foi homenageado pelo presidente de Portugal.

A partir de 1991, lutou pela criação dos bailes populares da Cinelândia, buscando a revitalização do Carnaval carioca. O projeto abriu novo campo de trabalho para inúmeros artistas e ainda é atualmente realizado. No Reveillon de 1998/1999 , realizou o seu último grande show na Praia de Copacabana.

Além da atuação artística, sempre lutou para ajudar artistas em dificuldade. Auxiliou vários colegas com sua personalidade solidária. A partir dos anos 1980, assumiu como membros de sua família, as cantoras irmãs Batista (Linda, Odete e Dircinha).

Faleceu pouco depois de completar 60 anos de idade, vitimado por um câncer. Por sua história e lição de vida, em 2000, foi homenageado com seu nome à FUNJOR – Fundação Sócio Cultural José Ricardo (www.funjor.org.br).

Fonte: Wikipedia, 24/12/2012.

Para homenagear esse grande cantor e ser humano, compartilhamos o primeiro e raro álbum de José Ricardo, intitulado “Eu Que Amo Somente a Ti”, lançado em 1965, pela gravadora RCA Victor. Os destaques são as versões de canções italianas Eu Que Amo Somente a Ti e AnaMaria, contendo as seguintes músicas:

1. Por que só penso em ti; 
2. Me disseram que...;
3. Travesseiro; 
4. Somente uma saudade; 
5. Choro de amor; 
6. Eu que amo somente a ti; 
7. Delirio de amor; 
8. O meu mundo; 
9. Amor traiçoeiro; 
10. Quando é hora de adeus; 
11. Canção da serra; 
12. AnaMaria.




















GENE NERY - A SUMMER PLACE - 1997


Se você gosta de música instrumental em violão para relaxar, o álbum desta postagem lhe atenderá. Esse disco foi um daqueles que comprei no escuro, sem saber o que viria. O que me atraiu no disco foi a música A Summer Place, que aprecio muito, principalmente nas versões das orquestras de Billy Vaughn e Percy Faith. O resultado é agradável e atende o propósito, com uma seleção de músicas famosas e comerciais.

O interprete, confesso que não conhecia, pois há pouco material a seu respeito. Trata-se do americano Gene Nery, guitarrista e vocalista de Vancouver, British Columbia. Seu álbuns mais conhecidos são “A Summer Place – 1997”, “Joy to the World – 1999” e “Beyond the Sea – 2000”.

Após turnê no Princess Cruises , está atualmente realizando shows em um Resort em Orcas Island, USA.

O álbum desta postagem é “A Summer Place”, lançado nos USA, em 1997, pela gravadora Pure & Imagem Music e contém as seguintes canções:
 
1. Baby I love your way; 2. Blue bossa; 3. Sleepwalk; 4. Time after time; 5. Send one your love; 6. Have I told you lately; 7. You don’t know what love is; 8. A summer place; 9. Change the world; 10. You don’t know me; 11. What’s goin’ on; 12. Sabor a mi; 13. Stand by me; 14. Smoke gets in your eyes; 15. You’ve got a friend.
 
 



 

 
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

PAUL MAURIAT - VOLUME 28 - 1981

E vamos compartilhar mais um álbum da Orquestra de Paul Mauriat lançado no Brasil. Trata-se do Volume 28, gravado em 1981, pela Phonogram, com o selo Philips. Além das músicas originalmente lançada, segue mais cinco bônus gravados no mesmo ano em outros países. As canções que compõem o álbum são:

1. Hey (Il faut toujours un perdant); 
2. Felicidad (Margherita); 
3. Woman in love; 
4. Love on the rocks; 
5. Reality (Theme from "La Boum"); 
6. The winner takes it all / Super trouper; 
7. Guilty; 
8. The best of times; 
9. Mon fils ma bataille; 
10. First to fly; 
11. Donner pour donner; 
12. Prelude 59.

Bônus: 
13. Woman in love (Remix); 
14. Gracias a la vida; 
15. Pobre diablo; 
16. Quien sera; 
17. All those years ago.











ORQUESTRA ROMÂNTICOS DE CUBA - NO CINEMA - VOLUME 1 - 1961

Nesta postagem reapresentamos o álbum "No Cinema Volume 1", da Orquestra Românticos de Cuba, que já foi aqui postado no dia 29/Julho/2012. Entretanto, obtivemos um novo material com melhor qualidade de áudio e isso nos motivou a reapresentá-lo.

Única diferença em relação aquela postagem anterior é que esse álbum tem uma capa diferente, lançada  em Compact Disc - CD. nos anos 1990. Ao longo dos anos o mesmo álbum foi lançado com inúmeras capas diferentes.

Nesta versão que apresentamos, além das faixas originais lançadas em 1961, pela gravadora Musidisc, estão incluídas mais três faixas bônus. As músicas do disco são:

1. Smile / Limelight; 
2. C'est magnifique / With a song in my heart; 
3. Love is many splendored thing / Unchained melody; 
4. the song from moulin rouge / The last time I saw Paris; 
5. Que sera, sera / Gigi; 
6. Around the world / Tammy; 
7. Spellbound / Invitation; 
8. An affair to remember / Moonglow; 
9. Manhã de carnaval / Mulher rendeira; 
10. As time goes by / A woman in love; 
11. Three coins in the fountain / Laura; 
12. Colonel bogey / Love me or leave me

Bônus: 
13. Butterfield 8 / Ruby; 
14. Lolita ya ya / Vera Cruz; 
15. Anastacia / Pepe.



Capa Álbum  Versão Compact Disc - CD - Anos 1990



Contra Capa Álbum Versão Compact Disc - CD - Anos 1990





Capa Álbum Versão Original Long Playing - LP - Ano 1961





 Contra Capa Álbum Versão Original Long Playing - LP - Ano 1961



Capa Álbum Versão Long Playing - LP - Anos 1980




Contra Capa Álbum Versão Long Playing - LP - Anos 1980





Capa Álbum Versão Compact Disc - CD - Anos 2000
 Links:

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

LOS TROPICANOS - VOLUME 11 - 1975

Retornamos com mais uma postagem da Orquestra Los Tropicanos (Veja detalhes em postagens anteriores). Desta vez apresentamos o volume 11, de uma série lançada em 1975, pela gravadora Odeon, com o selo Parlofone. A qualidade de algumas faixas deixaram a desejar, em virtude do estado do material obtido. As músicas desse álbum são:
1. We said goodbye;
2. I shott the sheriff;
3. Vamos dar as mãos e cantar;
4. The Higways of my life;
5. É preciso saber viver;
6. Feelings;
7. Eu quero apenas;
8. Kung fu fighting;
9. Noe due per sempre;
10. Excuse-me;
11. Sideshow;
12. Happy man.










domingo, 16 de dezembro de 2012

MUSIC FOR A BACHELOR'S DEN IN HI-FI - VOLUME 1 - 1995

Estive recentemente em uma feira de vinyl e cd e encontrei uma coletânea muito interessante de músicas orquestradas e instrumentais dos anos 1950 e 1960, que certamente faz o deleite de todos que gostam do estilo Easy Listening ou Lounge, como atualmente é citado.

Trata-se de um álbum compilado e lançado nos USA, em 1995, pela gravadora DCC Compact Classics, contendo as seguintes canções e interpretes:

1. Once in a while (Terry Snyder); 2. Love for sale (Arthur Lyman Group); 3. You're driving me crazy - What did I do? (Jackie Gleason and his Orchestra); 4. Sunset strip (David Rose and his Orchestra); 5. Moonglow and love theme from "Picnic" - long version (Morris Stoloff and the Columbia Pictures Studio Orchestra); 6. Medley: As long as I live / Let's live again (George Shearing Quintet); 7. Like young (Linda Lawson); 8. Theme from "Route 66" (Nelson Riddle and his Orchestra); 9. I'll wind (John Buzon Trio); 10. Quiet village - long version (The Exotic Sounds of Martin Denny); 11. Yellow bird (Arthur Lyman Group); 12. Moritat - A theme from the threepenny opera (The Dick Hyman Trio); 13. So rare (Jimmy Dorsey); 14. Theme from "The honeymooners" - Melancholy serenade ( Jackie Gleason and his Orchestra); 15. Around the world - From "Around the World in 80 Days" (Studio Orchestra conduted by Victor Young).







sábado, 15 de dezembro de 2012

MARCUS PITTER - 2 em 1 - CENAS DE CIÚME E MARCUS PITTER - 1973 e 1974


No final dos anos 1960, com o enfraquecimento do movimento Jovem Guarda, mas influenciado por ele,  surgiu o cantor Marcus Pitter (pseudônimo de Pedro Marcilio), nascido no Rio de Janeiro. Ele surgiu para o grande público em 1969, por meio do seu primeiro álbum “A Voz do Sucesso”, lançado pela gravadora Phonogram, com o selo Polydor. Desse disco destacaram-se as canções Pingos de Chuva, uma versão de Raindrops Keep Fallin’ on My Head, composta por Burt Bacharach e lançada pelo cantor americano B.J, Thomas, Você Partiu e Eu Fiquei Assim e O Que os Olhos Não Vêem  o Coração Não Sente.

Em 1970, emplacou um grande sucesso, A Ponte Rio Niterói e a balada Vou Voltar, versão de Yellow River, lançada pelo cantor Christie e banda. Nessa mesma década vieram outros sucessos, tais como Por Onde o Vento Faz a Curva, Ela é Casada, Se Meu Coração Falasse e a emblemática Eu Queria Ser Negro (balada de protesto contra o racismo), motivando o cantor a aparecer em diversos programas de auditório na televisão, incluindo com assiduidade o programa do Silvio Santos e do apresentador Chacrinha. 

Já nos anos 1980, com a queda do sucesso, se afastou dos microfones, porém manteve atividades como produtor e compositor no meio musical. Em 1987, retornou com um mix duplo, pela gravadora Continental, com bons arranjos e produção cuidadosa de Jairo Pires. Foram quatro músicas próprias, Feliz Com Quem Quiser, É Pra Valer, O Mundo é Uma Guerra e Meu Jeito de Ser. Entre os músicos que o acompanhou, com intervenções ajustadas, constavam o bom guitarrista Jaime Alem e o saxofonista Sérgio Cleto. Lamentavelmente, a partir dos anos 1990, seu nome foi caindo no esquecimento da mídia.

Infelizmente há poucas informações disponíveis em livros e internet sobre a carreira do cantor Marcus Pitter. Sabe-se que gravou vários discos pelas gravadoras Copacabana, CBS/EPIC, Phonogram/Polydor  e Continental, destacando-se a série “A Voz Do Sucesso”.

Nesta postagem, homenageamos o cantor e compartilhamos com uma compilação “2 em 1”, contendo os álbuns “Cenas de Ciúme – 1973” e “Marcus Pitter – 1974”, ambos lançados pela gravadora Phonogram, com o selo Polydor, que era destinado para os lançamentos mais populares. Em virtude do estado do material do primeiro disco, no que se refere a qualidade do áudio, algumas faixas deixam a desejar. As músicas dos álbuns são:

LP 1 – Cenas de Ciúme – 1973:

1. Cenas de ciúme; 2. Eu queria ser negro; 3. Quando o sol se esconder; 4. Playboy fracassado; 5. Mera ilusão; 6. Outro mundo; 7. Coração vagabundo; 8. Vou tirar o pé da lama; 9. Ela é casada; 10. Sai de baixo gente boa; 11. Chove lá fora; 12. No dia do seu aniversário; 13. Eu sou você; 14. Eu vou pra Barra.

LP 2 – Marcus Pitter – 1974:

15. Você precisa de um homem; 16. Se eu não fosse seu amigo; 17. Sem destino; 18. Morreremos amantes; 19. Preciso esquecer você depressa; 20. Te amo sim...te amo; 21. A escola; 22. Onde o vento faz a curva; 23. Me dá um dinheiro aí; 24. Busca; 25. A lua e a rosa; 26. Cabecinha no ombro.
































sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ORQUESTRA ROMÂNTICOS DE CUBA - CUBA LIBRE - VOLUMES 1 e 2 - 1959 / 1962

Nunca é demais apresentar mais um álbum da Orquestra Românticos de Cuba, do maestro Severino Araújo. Desta vez, um dos melhores discos lançados em toda a série, quando se trata de orquestração de boleros. 

Trata-se do álbum "Cuba Libre Volumes 1 e 2". Para quem não conhece a Cuba Libre foi um drink famoso nos anos 1950 e 1960, que misturava o Rum com Coca Cola, sendo a bebida que não faltava nos saraus domiciliares e bailes em clubes.

Os dois volumes foram lançados pela gravadora Musidisc, sendo que o primeiro volume ocorreu em 1959 e o segundo volume em 1962. Posteriormente houveram diversas versões das capas, sendo que a mais recente, nos anos 2000, tem a palavra Cuba Libre estilizadas pela logo do refrigerante Coca Cola. 

Na regravação no formato Compact Disc - Cd, foi juntado os dois volumes, porém excluiram três faixas, as músicas Lamento Borincano, Canto Indio e Tropical Magic, as quais incluimos nesta postagem. As músicas dos dois álbuns são:

1. Vereda tropical; 
2. Carioca; 
3. Danse avec moi; 
4. Pa-ran-pan-pan; 
5. Cerejeira rosa; 
6. El manisero; 
7. Cote D'azur; 
8. Negra consentida; 
9. Cubanacan; 
10. Malagueña; 11. Blen, blen, blen; 
12. Adios, mariquita linda; 
13. Bruca maniguá; 
14. Cachita; 
15. Night must fall; 
16. Rumba blanca; 17. Always in my heart; 
18. Lamento borincano; 
19. Canto indio; 
20. Tropical magic.











Versão Alternativa




Versão Cd Anos 2000






THE PLASTIC COW - MOOG SYNTHESIZER - 1970


Muitos acham que a música eletrônica foi introduzida a partir dos anos 1960. Entretanto, se enganam, uma vez que a história da música eletrônica iniciou em 1920, pelo russo Leon Theremin, com a invenção de uma espécie de adaptação do rádio, que emitia sons nunca ouvidos antes, de afinação que variava de acordo com o movimento das mãos do executante em relação a uma antena.

Esse processo foi chamado de Theremin. Nos anos 1950, esse processo já era utilizado em trilhas de filmes de terror (como “O Dia em Que a Terra Parou”, do diretor Robert Wise) e mais tarde foi aplicado como algo excêntrico por bandas de rock, tais como Beach Boys, Led Zepelin e Os Mutantes.

Vendendo kits do Theremin, nos anos 1960, o estudante de física norte americano, Robert Moog, obteve receita e experiência para criar, no ano de 1965, o primeiro instrumento eletrônico de sucesso de massa, o “Moog”, reconhecido atualmente como o pioneiro dos sintetizadores. Era monofônico, ou seja, tocava uma nota de cada vez e vinha com um incrível filtro que podia gerar timbres parecidos com cordas, metais e até voz. Não há como se lembrar da música dos anos 1960, sem citar o sintetizador Moog. Podemos afirmar que a criação de Robert Moog foi determinante para a nova realidade eletrônica da música, gerando posteriormente uma legião de músicos eletrônicos.

Assim nesta postagem apresentamos uma versão dessa nova realidade, com o trabalho do tecladista Mike Melvoim, que aproveitou essa revolução para transformar em diversão com o álbum The Plastic Cow Moog Synthesizer, tocando sucessos de rock do final dos anos 1960, com a sua banda The Plastic Cow.

Esse álbum foi lançado no Brasil, em 1970, pela gravadora RGE, com o selo ABC Dot, com uma capa diferente, séria e mais bonita, do que aquela lançada nos USA, que tinha uma vaca na capa. O disco foi um sucesso, principalmente com as músicas Lady Jane, do Rolling Stones e Lay Lady Lay, de Bob Dylan, em formato de música eletrônica. Essas canções foram muito utilizadas em propagandas e em vinhetas de rádio e TV.

Mike Melvoim era oriundo do jazz e acreditava que o novo teclado poderia ser utilizado para elaborar um disco consistente. Excelente músico soube tirar muito do instrumento ao lado de bons acompanhantes, como o guitarrista Dennis Budimir e os bateristas Paul Humphrey, Earl Palmer e Colin Bailey.

Para lembrar e/ou conhecer melhor a banda The Plastic Cow, compartilhamos o compacto duplo lançado no Brasil, contendo as seguintes músicas:

Lado A - 1. Lady Jane; 2. One man, one volt;
Lado B - 3. Lay lady lay; 4. Tomorrow, tomorrow


 
 

 

 

 Álbum Versão USA
 

Mike Melvoim
 
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

HAMILTON - NACIONAL - COMPACTOS - 1964 e 1973

Com base nas contribuições dos amigos do blog, estamos repostando o compacto simples, lançado em 1964, pela RCA Victor,  do cantor Hamilton e incluindo o compacto simples, de 1973, lançado pela gravadora CBS, com o selo EPIC.
De acordo com o amigo Druda, o cantor Hamilton também gravou outro compacto simples, no ano de 1968, com as músicas As Luzes se Apagaram e Anjinho. Porém, não informou a gravadora que lançou esse compacto. As músicas dos compatos das Gravadoras RCA Victor e Epic são:
Compacto RCA Victor - 1964:
Lado A - Agora sou feliz (Twistin to the blues)
lado B - Eu vou falar com seu papai
Compacto Epic - 1973:
Lado A - Agora só falta essa
Lado B - Eu me lembro muito bem






quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

HAMILTON - INTERNACIONAL - 1972 / 1976

Na postagem de 05/02/2012 apresentamos um compacto simples, lançado em 1967, pela RCA Victor,  com músicas do desconhecido cantor Hamilton. Nela comentamos que esse cantor também tinha lançado nos anos 1970, músicas com interpretações em inglês. Posteriormente, se dedicou a trbalhos em estúdios de gravação.
Agora tendo em mãos esse material, apresentamos uma compilação dessa antologia internacional, lançada durante o período de 1972 a 1976, provavelmente pela gravadora CBS, com o selo Epic. Ao ouvir essas canções podemos destacar a qualidade da interpretação das mesmas.
É uma pena que não ter mais informações a respeito da carreira desse cantor tampouco dessas gravações. Inclusive não há material gráfico e/ou fotos. Para a montagem da parte gráfica do material postado, ficamos restrito a capa do compacto de 1967. Fica aqui o desafio para os amigos do blog pesquisarem e repassar aos curiosos de plantão. As músicas dessa compilação são:
1. Baby don't cry; 
2. Tell me once again; 
3. Woman; 
4. Rocket man; 
5. Music and me; 
6. Everybody's got something to hide; 
7. for once my life; 
8. My dreams are getting true; 
9. The last call (L'ultima telefonata); 
10. Skyline pigeon; 
11. We gotta know; 
12. Me and Mrs, Jones; 
13. Zing went the strings of my heart; 
14. Dream; 
15. I'm on your side; 
16. I'm going away; 
17. Shame, shame, shame; 
18. Black is black; 
19. I've been hurt; 
20. Let's twist again; 
21. Wooly bully; 
22. My pledge of love; 
23. Listen to the music; 
24. A whiter shade of pale; 
25. Do you wanna dance.